terça-feira, 29 de abril de 2008

Influência negativa da Internet

A consulta de sítios e blogues que fazem a apologia de distúrbios alimentares como a anorexia ou bulimia pode levar a um agravamento destas doenças nos jovens.


São estas as consclusões do estudo realizado por uma clínica de Stanford, nos Estados Unidos, que envolveu 698 famílias com jovens entre os 10 e os 22 anos, com perturbações alimentares. Foram enviados enquéritos aos doentes e pais, com perguntas sobre a gravidade da doença, o impacto na qualidade de vida e o recurso a sítios na Internet sobre anorexia ou bulimia.

Cerca de metade dos pais disse saber da existência destes sítios, mas desconhecia se os filhos os usavam. Dos jovens, 35.5% afirmou ter visitado páginas que fazem a apologia destas perturbações e as defendem como um "estilo de vida".

Os doentes afirmaram ainda ter aprendido novas técnicas de indução do vómito e para perder peso. Verificou-se também que estes tinham sido mais vezes internados do que os que nunca viram páginas sobre o assunto. Os utilizadores de sítios com movimentos pró-perturbação, estavam doentes há mais tempo do que os que visitam páginas a favor da recuperação, passavam menos tempo na escola ou a fazer os trabalhos de casa. Parece assim existir uma relação entre estes sítios e o aumento do número de casoa de bulimia ou anorexia.


A utilização de sítios que fomentam a doença por adolescentes e a encaram como um estilo de vida é uma realidade. Contudo, a maioria dos pais desconhece-o.

É assim essencial aos pais estarem atentos à influência que a Internet pode ter nos comportamentos dos jovens, não só no que diz respeito a estes problemas.
O acesso descontrolado e não supervisionado à Internet por parte dos jovens pode ter consequências muitos graves para estes jovens.

Fonte: Teste Saúde Nº 65 Fevereiro/Março 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Dietas alternativas - Macrobiótica e Vegetariana

Como futuras nutricionistas temos consciência que é deveras essencial dar a conhecer alguns tipos de regimes alimentares especiais. É bastante importante que as pessoas conheçam as ditas “dietas alternativas” que fazem parte do dia-a-dia de inúmeras pessoas, quer por questões de saúde, ambientais ou pessoais. Não se perde nada em ficar a saber um pouco mais deste assunto mesmo que não pratique nenhuma…E se pretende praticar não se esqueça da importância de um correcto acompanhamento por profisssionais de saúde e uma adequada informação para evitar carências alimentares graves..

Vegetariana

A dieta dos vegetarianos é muito diversificada e pouco regrada. Muitas vezes confunde-se alimentação vegetariana com ingestão única e exclusiva de saladas, rejeição de sobremesas doces e uma especial predilecção por derivados de soja, o que é errado. Também é comum a ideia de que os vegetarianos preferem produtos integrais, o que, uma vez mais, não corresponde à verdade. Existem três tipos de vegetarianos:
  • Lacto-ovo-vegetarianos
  • Lacto-vegetarianos
  • Vegetarianos puros ou vegans

Enquanto os primeiros comem de tudo excepto carnes de qualquer espécie, os segundos acrescentam às restrições os ovos e os terceiros os ovos e lacticínios.

Vejam este vídeo, sobre um debate sobre a dieta vegetariana na sequência da reportagem "100% Vegetal" emitida pela SIC.



Ficou curioso?? E que tal experimentar um restaurante indiano de tradição hindu? Os hindus são há muito seguidores deste tipo de alimentação.


Macrobiótica

A macrobiótica vai muito mais além do simples facto de se prescindir da carne nas suas refeições. Uma refeição macrobiótica normal pode ter uma sopa, de preferência com pouca ou nenhuma batata e pouca gordura. O prato principal inclui um cereal integral, dois ou três acompanhamentos de vegetais – uns levemente cozinhados, como agrião escaldado, outros cozinhados durante mais tempo para ficarem macios -, leguminosas e um pequeno acompanhamento de algas. A refeição pode terminar com uma sobremesa, geralmente sem adição de açúcar, e uma infusão.

Aos olhos dos omnívoros ser macrobiótico ou vegetariano é o mesmo. De facto tanto os vegetarianos como os macrobióticos recusam-se a comer carne, uns por questões de saúde, outros por motivos ambientais ou éticos. Segundo Francisco Varatojo, director do instituto macrobiótico de Portugal, a “única coisa que implica ser vegetariano é não comer produtos alimentares; enquanto a alimentação macrobiótica obedece a regras”, como comer, todos os dias, “cereais integrais e vegetais, coadjuvados por feijões, algas, sementes, oleaginosas, fruta e chá".

Fonte: Jornal Expresso

O que comer por dia - Respostas de Maria Daniel Almeida - Parte III

Quais os alimentos proibidos?
"Para além da água, indispensável à vida - e que ocupa o núcleo central da nova Roda dos Alimentos, realçando assim a sua imprescindibilidade na alimentação diária - o único alimento de que nunca deveríamos ser privados é o leite materno durante o primeiro ano de vida. Depois dessa idade, sendo omnívoros temos a capacidade de conseguir os mesmos resultados prescindindo de uns alimentos mas escolhendo outros. Por exemplo, embora o leite seja uma das melhores fontes de cálcio (quer pela quantidade, quer pela relação com o fósforo que permite o seu melhor aproveitamento), é perfeitamente possível satisfazer as necessidades deste mineral sem beber leite, consumindo outros alimentos ou combinações de alimentos (por exemplo, sopa de feijão vermelho com couve galega). Este conhecimento permite aos nutricionistas uma flexibilidade de pensamento e decisão de modo a adequar o aconselhamento aos diferentes tipos de indivíduos ou populações. Daí não ser apologista desta dicotomia bom/mau, permitido/proibido."


Qual o melhor esquema alimentar para as 24 horas do dia?
"Proponho, não para as 24 horas mas sim para 14 a 18 horas (que o nosso organismo e o aparelho digestivo também têm que descansar), repartir a alimentação diária por duas refeições estruturadas (tipo almoço e jantar), duas a três merendas, começando o dia com um "grande pequeno-almoço"."

Mudar a dieta traz os mesmos benefícios em qualquer idade?
"Há sempre benefícios, mas a extensão dos seus efeitos difere do período da vida em que nos encontramos. Para uma criança ou um adolescente pode significar a diferença entre viver mais do que viveram os pais e com qualidade ou viver menos do que viveram os pais e avós, e com sofrimento físico e psíquico. Na velhice, pode significar melhor bem-estar, controlar a diabetes e a hipertensão e assim diminuir o risco de enfarte ou de AVC."

Apetites Literários - "Aprender a Comer"

Outra sugestão de leitura, desta vez mais vocacionada para a alimentação das crianças...



Título: "Aprender a Comer - Método para ensinar as crianças a comer".
Autor: Dr. Eduard Estivill Montse Domènech
Editora: Livros d'Hoje - Publicações Dom Quixote

Sinopse:
"Para muitos pais a hora das refeições dos filhos é um inferno. A boca fechada, que não se abre nem sequer quando vamos buscar todos os brinquedos, ligamos a televisão ou disfarçamos os pratos com os molhos preferidos… pode ser o nosso pior pesadelo!
Depois do êxito alcançado com o método destinado a resolver o problema da insónia infantil, o Dr. Eduard Estivill questionou-se se não poderia aplicá-lo também ao problema da alimentação infantil.
Para tal solicitou a ajuda de um pedagoga, Montse Domènech, e entre ambos desenvolveram um método simples, prático, com sólidas bases científicas, para ensinar a comer bem e de tudo, às crianças."


sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que comer por dia - Respostas de Maria Daniel Almeida - Parte II

Quais os aspectos positivos da nossa alimentação?
O consumo de peixe, de produtos hortícolas, (incorporados em sopas, cozinhados de carne ou peixe ou como acompanhamento) e de fruta é mais elevado comparativamente a outros países europeus. A variedade e a inventiva culinária são igualmente aspectos positivos e a preservar.

O que é comer correctamente?
É comer de acordo com as necessidades nutricionais (em função da idade, do sexo, da situação de saúde, da actividade física no trabalho e no lazer), com o objectivo de potenciar a saúde e de acordo com gostos e a nossa cultura alimentar. Gostaria ainda de incluir neste conceito a questão da sustentabilidade: comer adequadamente deve privilegiar a produção local e evitar os desperdícios, em atenção ao ambiente e à vida na Terra.

Quais os alimentos de que nunca devemos prescindir?
Nós, humanos, somos omnívoros. Traduzido à letra significa "comemos de tudo". Ou seja, não dependemos apenas de um pequeno leque de alimentos para nos nutrirmos (isto é, para construirmos as nossas estruturas, para as repararmos, para mantermos as nossas funções vitais, para nos reproduzirmos). Esta característica explica o sucesso do povoamento humano da Terra: dos calores tórridos das zonas equatoriais aos frios gélidos das regiões polares, os seres humanos usaram os alimentos que tinham à sua disposição, ou seja, sobreviveram pela adaptação ao meio ambiente. Paradoxalmente, esta versatilidade significa que um só tipo de alimentos não nos é suficiente e que, para obtermos as substâncias de que necessitamos precisamos de ingerir diferentes tipos de alimentos. É essa noção de complementariedade que constitui uma das bases da Roda dos Alimentos: os alimentos, organizados por afinidades de composição nutricional, são intercambiáveis dentro de cada grupo e diariamente devemos consumir de todos os grupos nas proporções que as secções da Roda sugerem, com o cuidado de variar o mais possível dentro de cada grupo.

Programa Spatulatta - Cozinha de e para Crianças

Spatulatta - "Cooking 4 kids online"



Um programa muito interessante, inteiramente dedicado a crianças. Porque brincar pode e deve ser uma brincadeira de crianças.

Trata-se de um programa de culinária feito por crianças, duas meninas de 9 e 11 anos, Belle e Liv Gerasole, no qual ensinam outras crinaças a cozinhar receitas simples e saudáveis. Desde bolachas a frango com limão, salada grega ou tarte de maça. Tem também inúmeros conselhos e mais de 200 vídeos de receitas. Visitem o site
aqui.


Uma forma de começar desde cedo as crianças a responsabilizarem-se pela sua própria alimentação.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O que comer por dia - Respostas de Maria Daniel Almeida - Parte I

No suplemento "Única" do Jornal Expresso de 19 de Abril de 2008, são apresentadas uma série de 11 perguntas sobre o estado da alimentação no nosso país, a alguns profissionais de saúde. A presidente do Conselho Científico e professora catedrática da FCNAUP foi um deles.

Aqui estão algumas das questões e as respectivas respostas dadas por Maria Daniel Vaz de Almeida:

Os portugueses comem bem ou mal?
"Nem em 1986, quando foi divulgado o único inquérito alimentar nacional, seria possível responder a esta pergunta de modo simples e directo. No entanto, diversos indicadores indirectos revelam que, no global, a evolução dos padrões alimentares dos portugueses não tem sido positiva. Por exemplo, entre 1990 e 2000, as disponibilidades familiares de alimentos mostram que diminui a adesão à dieta mediterrânica e às recomendações da OMS."

Qual é o maior erro que fazem?
"Tudo indica a manutenção (ou mesmo agravamento) de situações identificadas há anos:
a) balanço energético positivo (isto é, excesso de energia ingerida face aos gastos com a vida do dia-a-dia);
b) excesso de ingestão de alimentos com elevado teor de gorduras;
c) excesso de ingestão de alimentos ricos em açucares simples;
d) excesso de ingestão de sódio, através de alimentos muito salgados."

Quais são as principais consequências?
"A consequência mais visível é o excesso de peso e a obesidade que atingem já cerca de 30% das crianças com 7 a 9 anos e cerca de 54% dos adultos. Associados à alimentação estão também as doenças cerebro-vasculares, o enfarte do miocárdio, diversos tipos de cancro, a diabetes e a hipertensão arterial."

Programa Media Smart

Aqui está uma excelente inicitiva, numa altura em que é já conhecido o profundo impacto que a publicidade tem nos hábitos alimentares das crianças: Crianças aprendem na escola a interpretar publicidade

O
Ministério da Educação participou dia 21 de Fevereiro, na sessão de lançamento e apresentação do programa Media Smart, na Escola Eugénio dos Santos em Lisboa.

"Para um público esperto, um olhar mais desperto" é o lema do programa Media Smart, cujo lançamento em Portugal é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN). Trata-se de um programa escolar de literacia para a publicidade nos diferentes meios de comunicação, dirigido às crianças dos 1.º e 2.º ciclos.

A ideia é que as crianças desenvolvam as suas capacidades de compreensão e interpretação das mensagens publicitárias comerciais e não comerciais o mais cedo possível na sua vida, "para que desenvolvam o seu sentido crítico".

Para desenvolver este projecto no nosso país, a APAN reuniu um grupo de peritos constituído por onze elementos, do qual fazem parte um representante da Direcção-Geral da Saúde, Instituto do Consumidor, Confederação Nacional das Associações de Pais, Associação Nacional de Nutricionistas, um representante dos Professores, um Observador Europeu (DG INFSO), um especialista em Marketing Infantil e um especialista em Comunicação Infantil.

O programa Media Smart foi desenvolvido no Canadá em 1998 e veio para a Europa em 2002, onde está já a funcionar em sete países:
Reino Unido, Suécia, Finlândia, Hungria, Alemanha e Bélgica. E agora em Portugal.

Consulte
aqui o programa já instituido no Reino Unido. E aqui algumas actividades sugeridas para as crianças no decorrer desse programa.

Para que mundo caminhamos?

Lemos na revista “Segurança e Qualidade Alimentar” o editorial de Graziela Afonso que nos despertou bastante interesse. Segundo Graziela “vivemos num mundo de cada vez maiores contradições e assimetrias”. Assim “onde mais se evolui científica e tecnologicamente, menos regras básicas de higiene se cumprem. Onde mais se acede à informação menos comportamentos responsáveis pela saúde se observam”.

Cada vez mais a população se descuida no que diz respeito à higiene tanto a nível pessoal como social e, como todos sabemos, higiene e saúde estão intimamente ligados. Pode-se, seguramente, afirmar que não existindo higiene, facilmente resultará num problema de saúde.

Este facto é conhecido de todos: a informação existe, a educação nesse sentido também; no entanto, continuam-se a verificar casos, em número cada vez mais significativo de situações de visível falta de higiene.



Segundo alerta da OMS, a contaminação alimentar mata 1.8milhão de pessoas por ano. Cerca de 200 casos de contaminação ou de fraude de alimentos e bebidas de grandes proporções são identificados anualmente nos vários continentes.

Nos países designados desenvolvidos, uma em cada três pessoas adquire por ano uma doença por via da ingestão de alimentos. Nos EUA, só em 2005 os alimentos geraram 325 mil hospitalizações, 5 mil mortes e 76 milhões de incidentes.

Segundo um estudo realizado em 11 países, patrocinado pelo Hygiene Council “em Portugal 25% da população não lava as mãos antes das refeições, depois de ir a casa de banho ou quando contacta com animais, enquanto 45% não adopta essa regra de higiene após espirrar ou tossir. Uma regra que poderia reduzir ate 59% a incidência de infecções”.


Rendidos às evidências resta-nos que a população tome consciência do quão é importante apresentar boas práticas e bons hábitos, e não há melhor alvo do que as crianças para a promoção de programas educativos e formativos. Se os pais não têm tido a capacidade de melhorar esta situação e educar os seus filhos ressalvando a importância das regras de higiene, quem sabe se não é a vez de os filhos tentarem educar os mais velhos, para que, nu futuro, todo o tipo de contaminações provocadas pela falta de higiene represente uma minoria nos problemas e doenças da população mundial.

Se hoje em dia já convivemos com um grande números de doenças que muitas vezes não podemos evitar porque não haveremos de prevenir contaminações que á partidas são tão fáceis de controlar? Tudo depende de nós…e da relação que mantivermos com a higiene…

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Uma forma diferente de publicidade

Um anúncio publicitário no mínino diferente. Para além de cumprir este requisito de marketing, surge também como forma educativa, explicando a diferença entre gorduras saturadas e insaturadas, os malefícios da primeira e os benefícios da segunda.
Apesar de se tratar de publicidade a um produto rico em gordura, esta é feita de forma pró-activa, apelando à moderação e sem fornecer informações erradas sobre o porduto.

Um bom exemplo...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Rótulos alimentares - Erros mais comuns

A presença de rótulos nos alimentos só é obrigatória por lei quando os alimentos alegam determinados benefícios nutricionais ou de saúde, ou seja, na presença de alegações nutricionais ou de saúde.


No entanto, actualmente a maioria dos produtos alimentares apresenta rótulo. Na ausência de regulação verifica-se que são transmitidas frequentemente informações erradas ou pouco esclarecedoras.

Veja alguns exemplos:


O regulamento (CE) nº 1924/06 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro veio já impôr restrições aos alimentos que ostentam alegações nutricionais e de saúde, ainda que com algumas falhas. O mesmo se espera para os rótulos alimentares. A rotulagem deve não só ser obrigatória para todos os produtos alimentares, como a sua aplicação deve ser legislada e controlada.

Opinião Pública - Como ler e interpretar a informação dos rótulos?

No opinião pública semanal, foi questionada a atenção dada aos rótulos dos alimentos no momento da compra. Num total de 17 votos, apenas 11% admite reparar sempre nos rótulos dos produtos que compra.

Aprender a ler e a interpretar os rótulos dos produtos alimentares ajuda a fazer escolhas adequadas no que à alimentação diz respeito.

A rotulagem dos alimentos encontra-se actualmente legislada e deve-se obedecer a uma série de regras de forma a esclarecer e proteger o consumidor no momento de compra.

Para se saber o que realmente se está a comprar e a consumir é necessário que as indicações presentes nos rótulos estejam bem explicadas e sejam bem interpretadas pelo consumidor.

A informação contida num rótulo deve ser bem legível, encontrar-se em português e num local bem visível da embalagem. Deve constar dessa informação:

  • O nome do alimento ou denominação de venda, para que o consumidor saiba exactamente o tipo d alimento que compra. (Por exemplo, "Iogurte com aroma a baunilha")

  • A quantidade líquida, que indica peso ou volume do alimento.

  • As condições especiais de conservação. (Por exemplo, em alimentos que devam ser consevados no frio: "conservar no frigorífico depois de aberto" ou "consumir no prazo de 3 dias")

  • As instruções de utilização/preparação.

  • O prazo de validade: data limite de consumo (a data deve ser respeitada) ou de durabilidade mínima (o alimento pode ser consumido após a data indicada, mas com perda de qualidade do produto).

  • A lista de ingredientes e aditivos, indicados por ordem decrescente de peso.

  • Os valores nutricionais, devem ser expressos em 100g ou 100ml de produto ou por dose média consumida. No caso das vitaminas e sais minerais, além da quantidade em que estão presentes é obrigatório apresentar a percentagem da dose diária recomendada (%DRR) fornecida pelo produto.

  • A apresentação desta informação pode ser feita numa versão mais resumida, que deve referir o valor energático, proteínas, hidratos de carbono e lípidos ou numa versão mais alargada que para além destas indicações deve apresentar informações sobre açúcares, ácidos gordos saturados, fibras alimentares e sódio. Podem ainda ser incluidas as quantidades de amido, polióis, ácidos gordos mono e polinsaturados, colesterol, vitaminas e minerais.

  • O nome e morada do fabricante, embalador ou vendedor, para posterior contacto, caso necessário.


(imagem retirada daqui)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Marcha Contra a Fome 2008 – Walk the World 2008


Quando? Domingo, 1 de Junho de 2008
Onde? Por todo o mundo atravessando 24 fusos horários

Uma forma de comunicar diferente: caminhar por uma boa causa com o objectivo de combater a fome no mundo.

A Marcha Contra a Fome – Walk the World é uma iniciativa a nível global das Nações Unidaso de angariação de fundos, com uma primeira edição em 2004. VIsa também sensibilizar a comunidade para esta problemática.

Custa apenas 35€ a alimentação de criança durante 1 ano. Numa altura de contradições entre um mundo consumista e com graves problemas associados a hábitos alimentares inadequados e excessivos e um outro mundo subdesenvolvido, com carências alimentares graves, cabe ao primeiro solucionar parte deste problema. Em todo o mundo estima-se que 800 milhões de pessoas têm carências carências alimentares. 300 milhões são crianças.


Em Portugal, serão efectuadas marchas e corridas em Lisboa, Porto, Coimbra e Ponta Delgada (Açores).


Lisboa:
Torre de Belém . Docas (Marcha e Corrida)
Porto: Cais de Gaia . Passeio Alegre (Marcha e Corrida)
Coimbra: Largo. D. Diniz . Pq. Dr. Manuel De Braga (Marcha e Corrida)
Açores: Ilha Terceira / Angra do Heroísmo: Pç Almeida Garrett . Silveira (Marcha)

Consulte aqui os locais para efectuar a inscrição.

Em 2007, mais de 550 000 pessoas Marcharam Contra a Fome, em 300 partes diferentes do mundo.

Consulte a página oficial da organização
Moving the World e veja esta e outras iniciativas: School Feeding, Kids Moving the World, Colour the World...


Descobre as Diferenças - ParteII

Mais uma evolução notável na forma de publicitar um produto - Água Luso

Anos 70
video

(fonte: Mistério Juvenil)


Actualmente


Destaque para uma campanha de marketing mais agressiva, com alegações de saúde associadas ao consumo do produto.

Mas não é só a forma de publicitar que muda. Também o produto em si sofre uma evolução importante. Actualmente o produto em si, neste caso a água, não é suficientemente atractiva para a sociedade. A associação de outras características torna-se essencial para que a marca venda.

Nota-se uma crescente adaptação aos novos estilos de vida da sociedade moderna e às suas exigências. E estamos a falar apenas de água, algo essencial à vida humana.

Evolução para melhor ou pior??

terça-feira, 15 de abril de 2008

Apetites Literários - "Sabor e Equilíbrio"

Sabor e Equilíbrio - Guia prático e CD-ROM interactivo


Neles encontra:

Um programa informático fácil de usar, que permite analisar os seus hábitos alimentares e fazer uma planificação alimentar personalizada, com a possibilidade de adicionar as suas próprias criações às receitas existentes ou calcular os valores nutricionais de qualquer alimento ou receita:

  • Secção "Menu do dia" com quatro fichas de refeições (pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar) onde se pode adicionar todos os alimentos ou receitas que consumiu durante o dia;

  • Secção "Balanço" que apresenta uma avaliação das ementas por nutriente e com conselhos sobre o que pode mudar para seguir uma alimentação mais equilibrada;

  • Espaço de criação de um perfil de necessidades energéticas adequadas ao seu peso, altura, sexo e idade.

100 receitas para todos os dias, simples, equilibradas e apetitosas.

Toda a informação necessária em matéria de alimentação para que consiga adoptar hábitos mais saudáveis e corrigir erros alimentares.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dicas para Conservar no Frio

(Carregue na imagem para ampliar)

Fonte: Teste Saúde Nº 72 Abril/Maio 2008

Terei excesso de peso?

O índice de massa corporal (IMC) é um valor que traduz a relação entre o peso e a altura. Fornece uma indicação relativa ao nosso peso: se estamos dentro dos parâmetros recomendáveis ou se, pelo contrário, temos um peso inferior ao normal, superior ao normal ou obesidade.

Este índice também é conhecido pelas designações BMI, do inglês Body Mass Índex, ou índice de Quetelet (do nome do matemático, estatístico, sociólogo e astrónomo belga que desenvolveu o cálculo).

Calcule o seu IMC
aqui ou aqui! E compare com os valores de referência fornecidos.

Campanha: Marketing Alimentar Responsável

Junte-se à campanha: Queremos Marketing Alimentar Responsável

O seu testemunho é essencial para dar força à nossa luta: pretendemos legislação que restrinja o marketing e a publicidade a produtos alimentares para crianças com pouco interesse nutricional.

Estudos comprovam que o marketing e a publicidade aos produtos alimentares para crianças afectam as suas preferências, condicionam a decisão de compra da família e os hábitos de consumo. As crianças são bastante atraídas por alimentos de marca, que vendem a imagem de super-heróis e artistas, ou oferecem brindes, jogos e tatuagens. Mas muitos destes alimentos têm excesso de gordura, açúcar e sal.

O contributo de todos será reunido num dossiê para entregar aos Ministérios da Economia, Saúde e Educação.

Participe aqui!!!!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Colesterol elevado?

Qual será a melhor alimentação para quem tem colesterol elevado?

Em primeiro lugar, as gorduras saturadas são um alvo a abater. Carnes vermelhas, charcutaria e outros produtos gordos de origem animal devem ser banidos da dieta, bem como alimentos ricos es ácidos gordos trans, como os produtos de padaria, bolachas e óleos de fritura reutilizados, entre outros.

Já as gorduras monoinsaturadas, como o azeite, ajudam a reduzir o mau colesterol. Dentro das gorduras polinsaturadas, os principais benefícios são retirados dos ácidos gordos ómega 3 e ómega 6. Peixes gordos, como o salmão, atum, cavala e sardinha, os óleos vegetais de milho e de girassol e frutos oleaginosos, como nozes e amêndoas, são a melhor opção.

Existem actualmente no mercado inúmeros produtos ditos anticolesterol que poderão igualmente ser utéis para baixar o colesterol. Margarinas, leites, leites fermentados e iogurtes à venda contêm esteróis e estanóis vegetais, componentes naturais de plantas que actuam no intestino, limitando as hipóteses do mau colesterol ser absorvido para a corrente sanguínea. "Reduz o colesterol" é uma das alegações de redução de risco de doença ou de saúde comum no marketing destes produtos, que só pode ser feita quando comprovada pela ciência. Estes produtos devem conter informação nos rótulos sobre a quantidade e forma de ingerir o produto, avisos de riscos ou quem deve evitar o seu consumo.



Mas atenção! O seu consumo deve ser complementado com uma dieta equilibrada e variada, rica em fruta e vegetais e claro, exercício físico.


Veja aqui um vídeo que explica o que é o colesterol, qual a sua origem, como é absorvido pelo organismo, o papel dos fitoesteróis na sua absorção e quais as principais consequências de níveis elevados de colesterol.

sábado, 5 de abril de 2008

Espetada de Salmão

A respeito do último post Comer Peixe Faz Bem aqui fica a sugestão de uma receita de modo a que possa desfrutar de todos os benefícios que o peixe lhe pode trazer.

Aproveite …e…bom apetite!

Espetada de salmão grelhada Em pau de loureiro e regada com limão, sobre salada de batata com salsa

Ingredientes

  • 800g Salmão (lombos com 200g)
  • 2 pimentos verdes
  • 2 cebolas
  • 2 tomates
  • Sumo de 2 limões
  • Sal grosso qb

    Para a salada de batata

  • 400 gr de batatas
  • 1 cebola
  • 1 molho de salsa
  • 1 dente de alho
  • Azeite qb
  • Sal fino qb

Preparação

Corte o salmão em cubos e tempere com sal. Corte os legumes no formato que desejar. Faça a espetada em pau de loureiro, intercalando os alimentos. Unte com azeite e leve a grelhar. Entretanto, coza as batatas com pele em água e sal. Descasque e corte em tubos. Faça um refogado com cebola picada, alho e azeite. Junte as batatas e tempere com sal. Polvilhe com salsa picada e na altura de servir, regue a espetada com sumo de limão.


Hummmmmm….

Comer Peixe Faz Bem!

O peixe é rico em proteínas, sais minerais e vitaminas e é um dos mais importantes recursos alimentares do homem.

Além de saboroso, o peixe é um alimento com um sem-número de benefícios nutricionais. Porquê? Porque é um excelente fornecedor de proteínas de elevado valor biológico, vitaminas (nomeadamente A, D e B12) e minerais, como o cálcio, o fósforo, o iodo e o cobalto.


Os peixes gordos (sardinha, atum, salmão, cavala, arenque, anchova, enguia, lampreia, sável) têm cerca do dobro das calorias dos peixes magros (bacalhau, solha, pescada, faneca, dourada, robalo, raia). Tal diferença deve-se ao teor superior de gordura dos peixes gordos. E, apesar de os alimentos ricos em gorduras serem desaconselhados, a gordura presente no peixe é considerada saudável e benéfica.


Ao contrário das gorduras saturadas presentes em alguns alimentos de origem animal, a gordura do peixe é insaturada. O peixe é rico em dois tipos de gordura pertencentes ao grupo ómega 3.

Ácidos Gordos Ómega 3

Segundo os especialistas, os ácidos gordos ómega 3 oferecem uma protecção contra os problemas cardiovasculares e favorecem uma melhoria do perfil lipídico (gordura). Vários estudos demonstraram o seu valor em condições como a arterosclerose, artrite reumatóide e doenças de pele, como o eczema e a psoríase.

Por serem também uma excelente fonte de vitamina D e fósforo, os peixes gordos são fundamentais para a formação e manutenção dos ossos. Note-se que os peixes enlatados que conservam as suas espinhas moles, caso da sardinha e da cavala, são excelentes fontes de cálcio, isto se as espinhas forem comidas.

Ómega 3 de origem marinha: benefícios gerais

  • Aumenta a motivação
  • Melhora a concentração
  • Neutraliza o stress
  • Previne as doenças degenerativas do cérebro
  • Actua numa prevenção primária e secundária da arterosclerose

  • Em suma, importa estimular o consumo de peixe! Esta alimento, nem sempre apreciado, principalmente pelas crianças deve ser incluido obrigatoriamente na dieta normal.

    Não estará na altura de incluir este alimento mais vezes na sua rotina alimentar??

    sexta-feira, 4 de abril de 2008

    Opinião Pública - Emagrecer à Pressa

    Com a aproximação do Verão aumenta a preocupação com o corpo e como consequência a tendência para a realização de dietas muitas vezes desapropriadas. No “opinião pública semanal”, num total de 21 respostas, 71,4% já fizeram, tentarem ou fazem regularmente dietas para perda de peso nesta altura do ano.
    A maioria das pessoas procura “fórmulas milagrosas” com o intuito de perder peso com pouco sacrifício e em pouco tempo. É importante alertar as pessoas que estas dietas são na sua maioria inviáveis pois não oferecem um equilíbrio adequado de nutrientes, sendo bastante restritivas e até perigosas.

    Erros mais comuns

    Normalmente as pessoas tendem a começar uma dieta sem acompanhamento nutricional, por sua conta e risco, o que pode conduzi-las a cometer, na maioria das vezes, erros graves com consequências nefastas para a saúde.
    Alguns erros mais frequentes são: passar muitas horas sem comer, saltar refeições, deixar de comer ou não ingerir a totalidade de nutrientes, vitaminas e outras substâncias necessárias ao organismo, ou por outro lado recorrer a suplementos nutricionais desadequados, medicamentos ou outros compostos, mantendo a dieta actual e não praticando exercício físico.


    Perder peso de maneira saudável

    Fazer uma dieta saudável é crucial para obter todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento e manutenção do organismo. Cada um deve adoptar uma dieta alimentar que melhor se adapte à sua constituição. No entanto, as regras de ouro para uma alimentação saudável são universais: variedade, equilíbrio e doseamento da quantidade dos alimentos.
    Além de variada, a ingestão de alimentos deve ser repartida por várias refeições ao longo do dia. As doses devem ser pequenas e não exceder as necessidades do organismo e não se deve privar totalmente de alimentos.
    É também uma utopia achar que poderá perder peso mantendo um estilo de vida de sedentarismo e abusos alimentares. A prática de exercício físico terá sempre que acompanhar uma dieta equilibrada.
    Com toda esta informação não tem necessidade de praticar uma má alimentação nem se expor a dietas desequilibradas. Se realmente tiver necessidade de perder peso procure acompanhamento nutricional, que o irá ajudar de forma a não prejudicar a sua saúde, até porque emagrecer é um processo demorado e não poderá ser feito de qualquer maneira.

    Nenhuma dieta é possível sem esforço! E atenção, as pessoas não são todas iguais e por isso não se devem copiar dietas.


    Cuide-se....fazer uma dieta saudável é o primeiro passo para um estilo de vida saudável.