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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Opinião pública - Os nutricionistas e a publicidade

No "opinião pública" desta semana, foi questionado até que ponto era viável a associação dos nutricionistas ou de outro profissional de saúde à publicitação a produtos alimentares nos meios de comunicação social.

Actualmente, são vários os exemplos deste tipo de associação, principalmente por fundações ou escolas de saúde:

E afinal o que pensa destes exemplos?

Mais de metade (59%) dos 42 participantes do "opinião pública" diz-se contra a associação da imagem do nutricionista ou outro profissional de saúde à publicidade a produtos alimentares.


O regulamento (CE) nº 1924/06 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro, que regula muitos aspectos relacionados com a publicidade, colocou já alguns entraves a este tipo de associação, mas não é claro no que diz respito à participação de fundações ou de escolas de saúde, situação verificada nos exemplos mostrados.

Torna-se urgente ir mais além. A criação de códigos de ética e deontologia que regulem o exercício da profissão do Nutricionista, à semelhança do que já aconteceu em países como o Brasil, Reino Unido, EUA, Canada ou Suécia, bem como a criação de uma Ordem dos Nutricionistas revela-se essencial para que se evitem dúvidas na conduta a adoptar pelos Nutricionistas.

Por exemplo, o Código de Ética Brasileiro diz claramente:
"Capítulo XII / Art. 22: Relativamente à publicidade é vedado ao nutricionista:

  • I - utilizá-la com objectivos de sensacionalismo e de autopromoção;
  • III - valer-se da profissão para manifestar preferência ou para divulgar ou permitir a divulgação, em qualquer tipo de mídia, de marcas de produtos ou nomes de empresas ligadas às actividades de alimentação e nutrição;
  • IV - quando no exercício da profissão manifestar preferência, divulgar ou permitir que sejam divulgados produtos alimentícios ou farmacêuticos por meio de objectos ou de peças de vestuário, salvo se a actividade profissional esteja relacionada ao marketing, ou se os objetos e peças de vestuário componham uniforme cujo uso seja exigido de forma comum a todos os funcionários ou agentes da empresa ou instituição.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Rótulos alimentares - Erros mais comuns

A presença de rótulos nos alimentos só é obrigatória por lei quando os alimentos alegam determinados benefícios nutricionais ou de saúde, ou seja, na presença de alegações nutricionais ou de saúde.


No entanto, actualmente a maioria dos produtos alimentares apresenta rótulo. Na ausência de regulação verifica-se que são transmitidas frequentemente informações erradas ou pouco esclarecedoras.

Veja alguns exemplos:


O regulamento (CE) nº 1924/06 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro veio já impôr restrições aos alimentos que ostentam alegações nutricionais e de saúde, ainda que com algumas falhas. O mesmo se espera para os rótulos alimentares. A rotulagem deve não só ser obrigatória para todos os produtos alimentares, como a sua aplicação deve ser legislada e controlada.

Opinião Pública - Como ler e interpretar a informação dos rótulos?

No opinião pública semanal, foi questionada a atenção dada aos rótulos dos alimentos no momento da compra. Num total de 17 votos, apenas 11% admite reparar sempre nos rótulos dos produtos que compra.

Aprender a ler e a interpretar os rótulos dos produtos alimentares ajuda a fazer escolhas adequadas no que à alimentação diz respeito.

A rotulagem dos alimentos encontra-se actualmente legislada e deve-se obedecer a uma série de regras de forma a esclarecer e proteger o consumidor no momento de compra.

Para se saber o que realmente se está a comprar e a consumir é necessário que as indicações presentes nos rótulos estejam bem explicadas e sejam bem interpretadas pelo consumidor.

A informação contida num rótulo deve ser bem legível, encontrar-se em português e num local bem visível da embalagem. Deve constar dessa informação:

  • O nome do alimento ou denominação de venda, para que o consumidor saiba exactamente o tipo d alimento que compra. (Por exemplo, "Iogurte com aroma a baunilha")

  • A quantidade líquida, que indica peso ou volume do alimento.

  • As condições especiais de conservação. (Por exemplo, em alimentos que devam ser consevados no frio: "conservar no frigorífico depois de aberto" ou "consumir no prazo de 3 dias")

  • As instruções de utilização/preparação.

  • O prazo de validade: data limite de consumo (a data deve ser respeitada) ou de durabilidade mínima (o alimento pode ser consumido após a data indicada, mas com perda de qualidade do produto).

  • A lista de ingredientes e aditivos, indicados por ordem decrescente de peso.

  • Os valores nutricionais, devem ser expressos em 100g ou 100ml de produto ou por dose média consumida. No caso das vitaminas e sais minerais, além da quantidade em que estão presentes é obrigatório apresentar a percentagem da dose diária recomendada (%DRR) fornecida pelo produto.

  • A apresentação desta informação pode ser feita numa versão mais resumida, que deve referir o valor energático, proteínas, hidratos de carbono e lípidos ou numa versão mais alargada que para além destas indicações deve apresentar informações sobre açúcares, ácidos gordos saturados, fibras alimentares e sódio. Podem ainda ser incluidas as quantidades de amido, polióis, ácidos gordos mono e polinsaturados, colesterol, vitaminas e minerais.

  • O nome e morada do fabricante, embalador ou vendedor, para posterior contacto, caso necessário.


(imagem retirada daqui)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Opinião Pública - Emagrecer à Pressa

Com a aproximação do Verão aumenta a preocupação com o corpo e como consequência a tendência para a realização de dietas muitas vezes desapropriadas. No “opinião pública semanal”, num total de 21 respostas, 71,4% já fizeram, tentarem ou fazem regularmente dietas para perda de peso nesta altura do ano.
A maioria das pessoas procura “fórmulas milagrosas” com o intuito de perder peso com pouco sacrifício e em pouco tempo. É importante alertar as pessoas que estas dietas são na sua maioria inviáveis pois não oferecem um equilíbrio adequado de nutrientes, sendo bastante restritivas e até perigosas.

Erros mais comuns

Normalmente as pessoas tendem a começar uma dieta sem acompanhamento nutricional, por sua conta e risco, o que pode conduzi-las a cometer, na maioria das vezes, erros graves com consequências nefastas para a saúde.
Alguns erros mais frequentes são: passar muitas horas sem comer, saltar refeições, deixar de comer ou não ingerir a totalidade de nutrientes, vitaminas e outras substâncias necessárias ao organismo, ou por outro lado recorrer a suplementos nutricionais desadequados, medicamentos ou outros compostos, mantendo a dieta actual e não praticando exercício físico.


Perder peso de maneira saudável

Fazer uma dieta saudável é crucial para obter todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento e manutenção do organismo. Cada um deve adoptar uma dieta alimentar que melhor se adapte à sua constituição. No entanto, as regras de ouro para uma alimentação saudável são universais: variedade, equilíbrio e doseamento da quantidade dos alimentos.
Além de variada, a ingestão de alimentos deve ser repartida por várias refeições ao longo do dia. As doses devem ser pequenas e não exceder as necessidades do organismo e não se deve privar totalmente de alimentos.
É também uma utopia achar que poderá perder peso mantendo um estilo de vida de sedentarismo e abusos alimentares. A prática de exercício físico terá sempre que acompanhar uma dieta equilibrada.
Com toda esta informação não tem necessidade de praticar uma má alimentação nem se expor a dietas desequilibradas. Se realmente tiver necessidade de perder peso procure acompanhamento nutricional, que o irá ajudar de forma a não prejudicar a sua saúde, até porque emagrecer é um processo demorado e não poderá ser feito de qualquer maneira.

Nenhuma dieta é possível sem esforço! E atenção, as pessoas não são todas iguais e por isso não se devem copiar dietas.


Cuide-se....fazer uma dieta saudável é o primeiro passo para um estilo de vida saudável.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Opinião Pública - Alimentação saudável?

Um tema controverso e actual, que tem suscitado um interesse crescente por parte da população a nível mundial.

No “opinião pública” desta semana "considera a sua alimentação saudável?", num total de 24 votantes, 45% considerou a sua alimentação como “assim assim” saudável. O “não” alcançou os 25% dos votos. 16% consideraram a sua alimentação saudável, enquanto que 12% não conseguiram efectuar uma avaliação.

Mas será fácil definir “uma” alimentação saudável? São muitos os factores a considerar quando se avalia a alimentação. Factores sociais, culturais, económicos, estilo de vida, acesso a recursos alimentares adequados, falta de informação condicionam de forma preponderante a forma como nos alimentamos e como percepcionamos a nossa alimentação.

Um relatório recente da OMS (Organização Mundial de Saúde), o CINDI dietary guide, referiu 12 aspectos a ter em consideração para que se possa alcançar uma alimentação saudável:

1. Ter uma dieta o mais variada possível, baseada na roda dos alimentos, com maior abundância de alimentos de origem vegetal, em vez de alimentos de origem animal e a água a desempenhar um papel central. A variedade é essencial porque 1 só alimento não fornece a totalidade de nutrientes, vitaminas e sais minerais que o organismo necessita.


2. Ingerir pão, massas, arroz e batatas várias vezes por dia. São estes os alimentos que deveriam servir de base à nossa dieta. Para além de importantes fontes de energia, têm uma baixa composição em gorduras e contribuem para a ingestão de proteínas, fibras, sais minerais (potássio, cálcio e magnésio) e vitaminas (vitamina C e B6, ácido fólico e carotenóides).

3. Ingerir uma grande variedade de frutas e vegetais, preferencialmente frescas, várias vezes ao dia, pelo menos 400g por dia. Estes alimentos são pobres em gordura e energia, pelo que são essenciais na prevenção da obesidade.

4. Manter um peso corporal dentro dos limites recomendados. Isto é alcançado não só através da alimentação adequada, mas também com a prática diária de actividade física.

5. Controlar o consumo de gorduras (menos de 30% da energia diária dispendida). As gorduras saturadas devem ser substituídas por gorduras insaturadas, encontradas em óleos vegetais e margarinas.

6. Substituir o consumo de carne gorda (carne vermelha) por feijão, legumes, lentilhas, peixe ou carne magra (carne branca).

7. Ingerir leite e produtos derivados do leite como iogurtes ou queijo que são pobres em gorduras e sal. São a principal fonte de proteínas e cálcio.

8. Seleccionar alimentos com baixo teor em açúcar. Existem actualmente alguns alimentos com substitutos artificiais do açúcar. No entanto, alguns deles, como o sorbitol, são ricos em energia. Assim, alguns dos alimentos ditos pobres em açúcar poderão ser ricos em energia e gordura.

9. Optar por uma dieta pobre em sal. O consumo total de sal não deve exceder as 6g por dia, incluindo o sal do pão e dos alimentos processados, conservados e curados.

10. Quando há consumo de álcool, este não deve exceder 2 copos diários (cada um contendo apenas 10g de álcool).

11. Preparar a comida de forma segura e higiénica. Os alimentos devem ser bem lavados, principalmente se consumidos crus. As formas de confecção devem ser escolhidas de forma a diminuir o total de gordura, tais como os cozidos ou grelhados.

12. Promover uma alimentação adequado desde o nascimento. Uma alimentação infantil inadequada tem graves repercussões na vida adulta. O aleitamento materno até ao primeiro ano de vida é essencial, bem como a introdução de alimentos complementares adequados a partir dos 6 meses.

Cada um destes passos deve ser considerado, não isoladamente, mas sim no contexto de todos os restantes. Variedade e equilíbrio são as palavras-chave.

Para mais informações consultar o relatório da OMS em: