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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Rótulos alimentares - Erros mais comuns

A presença de rótulos nos alimentos só é obrigatória por lei quando os alimentos alegam determinados benefícios nutricionais ou de saúde, ou seja, na presença de alegações nutricionais ou de saúde.


No entanto, actualmente a maioria dos produtos alimentares apresenta rótulo. Na ausência de regulação verifica-se que são transmitidas frequentemente informações erradas ou pouco esclarecedoras.

Veja alguns exemplos:


O regulamento (CE) nº 1924/06 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro veio já impôr restrições aos alimentos que ostentam alegações nutricionais e de saúde, ainda que com algumas falhas. O mesmo se espera para os rótulos alimentares. A rotulagem deve não só ser obrigatória para todos os produtos alimentares, como a sua aplicação deve ser legislada e controlada.

Opinião Pública - Como ler e interpretar a informação dos rótulos?

No opinião pública semanal, foi questionada a atenção dada aos rótulos dos alimentos no momento da compra. Num total de 17 votos, apenas 11% admite reparar sempre nos rótulos dos produtos que compra.

Aprender a ler e a interpretar os rótulos dos produtos alimentares ajuda a fazer escolhas adequadas no que à alimentação diz respeito.

A rotulagem dos alimentos encontra-se actualmente legislada e deve-se obedecer a uma série de regras de forma a esclarecer e proteger o consumidor no momento de compra.

Para se saber o que realmente se está a comprar e a consumir é necessário que as indicações presentes nos rótulos estejam bem explicadas e sejam bem interpretadas pelo consumidor.

A informação contida num rótulo deve ser bem legível, encontrar-se em português e num local bem visível da embalagem. Deve constar dessa informação:

  • O nome do alimento ou denominação de venda, para que o consumidor saiba exactamente o tipo d alimento que compra. (Por exemplo, "Iogurte com aroma a baunilha")

  • A quantidade líquida, que indica peso ou volume do alimento.

  • As condições especiais de conservação. (Por exemplo, em alimentos que devam ser consevados no frio: "conservar no frigorífico depois de aberto" ou "consumir no prazo de 3 dias")

  • As instruções de utilização/preparação.

  • O prazo de validade: data limite de consumo (a data deve ser respeitada) ou de durabilidade mínima (o alimento pode ser consumido após a data indicada, mas com perda de qualidade do produto).

  • A lista de ingredientes e aditivos, indicados por ordem decrescente de peso.

  • Os valores nutricionais, devem ser expressos em 100g ou 100ml de produto ou por dose média consumida. No caso das vitaminas e sais minerais, além da quantidade em que estão presentes é obrigatório apresentar a percentagem da dose diária recomendada (%DRR) fornecida pelo produto.

  • A apresentação desta informação pode ser feita numa versão mais resumida, que deve referir o valor energático, proteínas, hidratos de carbono e lípidos ou numa versão mais alargada que para além destas indicações deve apresentar informações sobre açúcares, ácidos gordos saturados, fibras alimentares e sódio. Podem ainda ser incluidas as quantidades de amido, polióis, ácidos gordos mono e polinsaturados, colesterol, vitaminas e minerais.

  • O nome e morada do fabricante, embalador ou vendedor, para posterior contacto, caso necessário.


(imagem retirada daqui)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Colesterol elevado?

Qual será a melhor alimentação para quem tem colesterol elevado?

Em primeiro lugar, as gorduras saturadas são um alvo a abater. Carnes vermelhas, charcutaria e outros produtos gordos de origem animal devem ser banidos da dieta, bem como alimentos ricos es ácidos gordos trans, como os produtos de padaria, bolachas e óleos de fritura reutilizados, entre outros.

Já as gorduras monoinsaturadas, como o azeite, ajudam a reduzir o mau colesterol. Dentro das gorduras polinsaturadas, os principais benefícios são retirados dos ácidos gordos ómega 3 e ómega 6. Peixes gordos, como o salmão, atum, cavala e sardinha, os óleos vegetais de milho e de girassol e frutos oleaginosos, como nozes e amêndoas, são a melhor opção.

Existem actualmente no mercado inúmeros produtos ditos anticolesterol que poderão igualmente ser utéis para baixar o colesterol. Margarinas, leites, leites fermentados e iogurtes à venda contêm esteróis e estanóis vegetais, componentes naturais de plantas que actuam no intestino, limitando as hipóteses do mau colesterol ser absorvido para a corrente sanguínea. "Reduz o colesterol" é uma das alegações de redução de risco de doença ou de saúde comum no marketing destes produtos, que só pode ser feita quando comprovada pela ciência. Estes produtos devem conter informação nos rótulos sobre a quantidade e forma de ingerir o produto, avisos de riscos ou quem deve evitar o seu consumo.



Mas atenção! O seu consumo deve ser complementado com uma dieta equilibrada e variada, rica em fruta e vegetais e claro, exercício físico.


Veja aqui um vídeo que explica o que é o colesterol, qual a sua origem, como é absorvido pelo organismo, o papel dos fitoesteróis na sua absorção e quais as principais consequências de níveis elevados de colesterol.

domingo, 30 de março de 2008

"Light" mas pouco...

O termo light é das alegações nutricionais mais divulgadas quando se publicita um produto alimentar. Aplica-se exclusivamente quando há uma redução, no mínimo de 30 % num nutriente, como gordura ou açúcar, relativamente ao alimento tradicional.

Mas atenção!! Light não significa menos calorias. Por exemplo, uma marca de cereais de pequeno almoço pode reduzir a quantidade de gordura em 30%, relativamente a outro produto da marca, mas simultaneamente aumentar a quantidade de açúcar. Neste caso, o produto pode ser considerado light, mas mantém o valor energético.

Outro exemplo são as batatas fritas, que fazem uma correcta atribuição da deseignação light ao diminuirem em 33% a quantidade de gordura. Mas esta redução não impede que o produto continue rico neste nutriente tão nefasto para a saúde.


Assim, é necessário uma atenção especial na escolha destes produtos. É importante não prestar apenas atenção a este tipo de alegações nutricionais, mas também ver cuidadosamente os rótulos, que deverão conter a lista de ingredientes e a informação nutricional. Só assim se pode saber se o produto é saudável e não contém excesso de sal, açúcar ou gorduras.